quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como disse Joel Marques ... "No dia em que eu sair de casa..."

Foi tão forçoso, foi tão decisivo e violentamente feliz abrir a porta daquele lugar e sentir a vida acontecer longe dos meus.
Vi o medo crescer, o susto no espelho, quando naquela caixa rosa, onde os sonhos e as fantasias eu vi acontecer, teria de me afastar.
Estava o sono, rico dos privados momentos que vivi no vigor das fases ainda deitava, as facetas, os desesperados pensamentos estampados no rosa e branco daquelas cortinas me diziam que já era a hora... Aquela arquitetura de madeira que me abria o sol em dias azuis e me inspirava nos dias de cinzas chuvas, desenhava os meus instantes... já era a hora de ir...
Não mais teria aquela vigilância frente a minha caixa, não mais teria aquela porta de escape para os meus medos, para o afago de calma... para os pesadelos, as alérgicas sensações de pós-vida... A porta frente a caixa permaneceria ali, mas já era a hora de ir...
Deixei meu mundo ali naquela caixa, apenas quis aqueles dizeres que a escutar, cresci.
Meu descanso estava naquele enorme amarelo que deixei, minha preguiça sentiria saudades do prazer em madrugar naquele conforto "teledvdsofasomatrugico", pois bem... Te encaminha menina!!!!!... Vai... Já se encontra aberta.
Veio o abraço, o medo que me encorajou a ser mais do que naquele instante me propunha a ser. Veio a dúvida, que me deu a certeza em me fazer SER... E o demorado abraço, derramou o orgulho daquele instante em que acreditei brutalmente, não em mim, mas naquele abraço vigilante, amigo, confortável... único.


"vá com Deus
Que este mundo inteiro é seu..."  

Inteiro?  passou a ser, pois o fui completar.

"Bênção? Durma com os anjos, amém e você também." Ainda ecoa e te ouço pela fé que tenho em nosso elo.

"A me abençoar..."

Vivo cá um novo, crio e descubro ... e lá estarei por tudo o que me trouxeste.

Fase: quebrando o casulo.


"E quer voar..."


E de casa sair!