domingo, 23 de janeiro de 2011

Voar



Fincada na terra, andando entre aqueles que plantados por aqui também estão, desconhecia a imensidão que fora do chão há.
Tantas noites eu andei envolvida pelo céu, tantos dias eu me enxerguei naquele firmamento.
Eram estrelas que encantavam a alma, que escutavam o peito,
luzes que sorriam na espera de um dia , eu, poder chegar.
Muito caminhei, por entre os sonhos dos outros fiz escadas. Eu queria chegar lá, só precisava está .
Mas de nada adiantava juntar tantas peças para ir ao mais alto dos destinos, eu não conseguia montar, não dava para alcançar.
Conhecer as estrelas e a beleza do alto, a liberdade, o corpo solto, a alma leve e de de cima enxergar o que as vistas cegas, do chão, não atingiam.
Deixei de ver as estrelas, fui rendida pelo desafio.
Enclausurei-me nos portões, e já estava a esquecer dos sorrisos que ainda luziam.
Sentada vendo a vida passar sentir uma brisa doce despertar o corpo ainda agudo pelo desejo.


Eram asas que tomaram de rompante a minha cintura e no bater do vôo, abraçadas a mim, decolaram.
Ainda não entendia como? Como isso assim?
Era o vôo que eu esperava.
Eu só precisava de asas.
Do alto, sentir um mundo dentro dos meus braços, que de tão ébrios pelo desejo eminente se abriram para agarrar toda aquela vastidão.
Segura, não senti medo de cair...
Meus olhos cairam no mundo a procurar, nada encontravam... Apenas senti que ali em algum lugar deveria está.
E estava!
Estava a me tomar.
Entre as asas a imensidão que queria enxergar.
Feito de luz, feito dos sorrisos que luziam...
Veio como enviado, como destinado...
E segura estou!
E agora, em qualquer lugar em que eu esteja o mundo será esse que cabe nos meus braços, será essa liberdade.
Visitarei as estrelas, andarei por entre os outros, mas fincada não mais, porque asas eu ganhei.
E entre elas eu sempre estarei.

Fase: Aprendendo a voar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Amanhace...



Teto tão branco refletia meus olhos amanhecidos das saudades do que nunca tive.
Teto tão branco se fez desenhar o que é esperado, daquele dia que aguardo em teste me colocar.
Teto, já não mais brancos, e nem sabia de que cor pintar, soube apenas desenhar os gestos e o sentimento que naquele instante eu vivi.

Tetos negros cobriram o que não posso ver:
Escurece essa sensação, pois o que se espera pode não chegar, pode não ser, não deve vingar.
Deixei o teto preto, pois o certo é essa cor pintar.
Fecho as pálpebras para não mais olhar aquele teto sem cor que de cor não precisava ter, só precisa amar.

Não, já não há mais solução em fechado os olhos ficar.
Das cores que não sabia e do teto que eu me escondia, foi no colo, sedento, parar e apertar.
Nota, que tamanha vontade tem força para arrancar do diminuto momento o giz do pensamento e marcar feito cicatriz esse desejo que não deve se desejar?

E no susto, o SÓ AGORA da vizinha veio tocar e enfim pude levantar e acordar desse transe louco que me fiz imaginar.



Sem pressa, do jeito que tem que ser
Que mais posso fazer?

Bom Dia!!!
                                                                                         


Fase: Esperas...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

PANE

Um fato curioso me ocorreu por esses dias...
Sabe a sensação certa de que se está fazendo algo errado, mas ainda assim insiste... porque no fundo no fundo, você sabe que se não o fizer, parte de te não terá sentido?
Mas porque perderia o sentido?
PARA TUDO

Ai levei um susto, porque eu não imaginava sentir o corpo tremer tanto, os olhos submergir em lagrimas, não imagina por alguns minutos sentir  a sensação de tão impotente.
Sim!
Como que alguém pode ser a própria carne de algo tão abstrato, tão difuso, instável?
Não aceito isso! 

Como se isso pudesse fazer alguma diferença...

Depois de notar que o sentido, pelo qual queria entender, era mais o propriamente dito do que o consecutivo... Meu sistema límbico derreteu por tão louca bagunça que se fez.
Posso dizer:    Não sei o que fazer!
E quanto mais eu penso onde vou chegar com isso, mais me embaraço nas estratégias meticulosas que insisto em fazer, achando eu que posso de fato controlar "a complexidade nata" que deu pane no meu sistema.
Pior, é que enquanto eu estou guerreando com a minha falta de percepção sensorial (para não dizer sentimental), "o outro mundo", de verdade, deve está a rir por tamanha falta de compostura minha, vendo desdobrar-me em soluções psicanalistas para juntar razão e a experiência subjetiva num vácuo. Dá? 
Agora entende porque insistir é errado, mas é pior ainda se eu não insistir?
Aqui, eu sei que ciência nenhuma ousa a dá pitacos... Mas também não sei que astuto por ser o SER que enxergue isso com olhos de muita sapiência.
Mas o ruim não são essas parafernálias que disse acima, é perceber que mesmo sendo de grande importância esses valores positivos produzidos pelo tal límbico, eles fogem a regra, que não é a minha, e não se enquadram nas diretrizes da "Produção intelectual de grande mérito."

Quando eu passarei a criar e a ver egoisticamente falando?

Espero que meu sistema Límbico congele. 

Enfim... Vou aprendendo a lhe dar com esses embates.


Fase: Controle