Posso soltar meu riso, posso afrouxar o nó, posso desejar exacerbadamente qualque coisa porque qualquer coisa alguma me parece ser impossível.
Dá licença que agora quero correr para essa “chuva”, sem medo! Estou certa que não sou de papel, que não sou feita de açúcar ou algo parecido com mel.
Estou certa que tudo que vivi até aqui justifica tamanha alegria, tamanha vontade em estar viva. São planos, vontades... É a vida posta para ser contemplada, pois então!
Resolvi lançar-me no desconhecido e se o medo pesar, ele que suporte a minha ousadia, porque já deixei tempo demais passar.
Férias sim, mas a mente conflitante tende a arquitetar o ano vindouro...
Vivas, ao que trouxe ate aqui!!!!
Bem vindo seja o que vieeer
“E conhecer a energia do céu
A energia dessa água sagrada
Que nos abençoa da cabeça aos pés”
Não tem cura maior do que a alegria em viver.
Experimento os mínimos detalhes.
Coloco-me em experiência.
E aos que me cercam desejo essa alegria, desejo sorrisos, desejo amor!
É tudo o que estou precisando no momento, alias é muito do que preciso ter e faz tempo.
Agora vejo claramente a necessidade em ser uma pessoa dotada de muita paciência. Nunca imaginei que pudesse concordar tanto com a minha mãe e meu irmão quando aos berros diziam: PACIÊNCIA MENINA!!!!!
Quantas coisa não consegui entender, quantas coisas não aceitei, não discernir. Além da paciência muitas coisas ainda me faltam, isso é fato!
Quantas coisas têm acumulo aqui dentro... Estão maciças... Tão maciças...
De longe tudo parece tão perfeito, em um espaço curto de tempo, de lugar, de presença tudo é tão exacerbado, é tudo tão completo de um tudo que qualquer coisa vale à pena, o que houver, o que acontecer, aquele mesmo jeitinho, o mecanismo parece que sempre será o mesmo. Apóio-me tanto quando isso acontece...
Mas graças a Deus, a vida tem sido maior do que esses intervalos, contraditoriamente, muitas coisas tem se aproximado, agora os olhos podem notar as falhas que a ingenuidade ainda não notava.
O fato de sair de casa não adianta muito quando não se sabe viver só. Meu coração é ainda menino, ainda aferro, birrento... Quando deixará de me dar trabalhos?
Decepcionada, chateada, confusa e com muito medo...
Não me lembro de me sentir tão despreparada às incertezas, não me lembro de me sentir sem seguranças. Sinto falta de segurança. Mas talvez quando eu aprender a pensar, agir e a ser de maneira singular, individual, concentrar em mim, talvez eu chegue a essa segurança, a paciência, e assim a de fato sair do que me prende. E o coração, espero que esse cresça logo.
As pessoas são muito inconstantes, e como já havia dito, essa é a selva e como já haviam me dito aqui “o sistema é bruto”.
Nossa como tudo violentamente faz agente amadurecer. Agora além de aprender é preciso praticar.
Bom amanhã é um novo dia e que saber? Estou abrindo “os espaços” para preencher com as MINHAS COISAS.
De verdade, cá pra nós... A vida realmente num é feita de flores... e quer saber? Que bom!!
Tanto tenho aprendido nessa nova etapa que me bestifico em saber que algo aqui dentro de mim engrandecesse a cada dia.
Um pouco mais de três meses já morando “só” enxerguei tantas coisas, e revivi situações que quando era criança jamais aceitaria. Pessoas diferentes, costumes, alegrias e tristezas distintas, ah sim claro, e uma disparidades de TPMs um tanto quanto estranhas, divertidas (não resisto em rir ao descrever isso).
Aprendi que colegas são feitos de corredores, que contatos criamos quando não nos policiamos, que iniciativa, audácia, boa memória e muita sinceridade não podem faltar no cardápio de alguém que quer sobreviver nessa selva de homens, principalmente se tratando da Terra do Nunca. Aprendi que por mais que queiramos agarrar o mundo, faltará muitos braços para abraçá-lo por inteiro, será imprescindível saber aceitar o tal tradeoff, e é nessas escolhas que me atrapalho em fazer, ainda não aprendi. Descobri que amigos são verdadeiros anjos de asas, que quando você precisar sair da Terra eles te levam para algum lugar que bem ou mau, você precisa ir e eles sabem o porquê enquanto você desconhecerá. Descobri que realmente mãe “Tudo passa!” e muitas coisas têm passado, algumas fico aliviada em saber, já outras, me sinto culpada em ter deixado passar. Quanto ao amor, companheiro intrínseco, posso apenas dizer que, (me perdoem os românticos utópicos) as varias faces: Eros, Psique, Ludus, Storge, Pragma, Mania e Ágape existem... E em nenhuma delas esse amigo deixar de ser maravilhoso e “doído” entre birras, saudades e desentendimentos tão bestas, coisinha louca chamada amor, eu ainda amo!
As dúvidas, os medos, incertezas ainda existem, e se tratando de mim, perderia a minha essência no dia em que eu não mais os tiver. Aproveito em dizer que estou traçando novos objetivos, ampliando meus horizontes. E posso dizer: Que delícia essa sensação!!!
Devo falar também de algo interessante e deve ser estudando: As Panteras. É um mistura medicamentosa, glamorosa, é um pop, rock, MPB, arrocha, forró, samba, pagode, ou melhor, pagodão, blues, italiano, espanhol, vai entender... Culinária regularmente atípica, astral rico de energias positivas.
E a nova Casa será muito bem vida, O novo me atrai!!!!
Finalizo em dizer que apesar de tudo estou bem, e que eu escolho como a minha vida será feita. Flores são ótimas, mas murcham no seu tempo e outras nascerão.
Foi tão forçoso, foi tão decisivo e violentamente feliz abrir a porta daquele lugar e sentir a vida acontecer longe dos meus.
Vi o medo crescer, o susto no espelho, quando naquela caixa rosa, onde os sonhos e as fantasias eu vi acontecer, teria de me afastar.
Estava o sono, rico dos privados momentos que vivi no vigor das fases ainda deitava, as facetas, os desesperados pensamentos estampados no rosa e branco daquelas cortinas me diziam que já era a hora... Aquela arquitetura de madeira que me abria o sol em dias azuis e me inspirava nos dias de cinzas chuvas, desenhava os meus instantes... já era a hora de ir...
Não mais teria aquela vigilância frente a minha caixa, não mais teria aquela porta de escape para os meus medos, para o afago de calma... para os pesadelos, as alérgicas sensações de pós-vida... A porta frente a caixa permaneceria ali, mas já era a hora de ir...
Deixei meu mundo ali naquela caixa, apenas quis aqueles dizeres que a escutar, cresci.
Meu descanso estava naquele enorme amarelo que deixei, minha preguiça sentiria saudades do prazer em madrugar naquele conforto "teledvdsofasomatrugico", pois bem... Te encaminha menina!!!!!... Vai... Já se encontra aberta.
Veio o abraço, o medo que me encorajou a ser mais do que naquele instante me propunha a ser. Veio a dúvida, que me deu a certeza em me fazer SER... E o demorado abraço, derramou o orgulho daquele instante em que acreditei brutalmente, não em mim, mas naquele abraço vigilante, amigo, confortável... único.
"vá com Deus Que este mundo inteiro é seu..."
Inteiro? passou a ser, pois o fui completar.
"Bênção? Durma com os anjos, amém e você também." Ainda ecoa e te ouço pela fé que tenho em nosso elo.
"A me abençoar..."
Vivo cá um novo, crio e descubro ... e lá estarei por tudo o que me trouxeste.
Daí... Fugi...
Permite que o tempo fosse senhor do meu destino e controlasse minhas inquietudes.
Fugi porque fica ali já não bastava, pois era covardia crer no absoluto enquanto você acreditava em nada... Busquei a integração dos nossos caminhos... Que tolice a minha... Não havia caminhos, havia apenas atalhos cruzados, nossos horizontes estavam opostos!
Voltei, não com o intuito de voltar à cruz de nossos atalhos, mas sim, na verdade que buscava dantes de ti. Cá estou eu, e posso falar abertamente da minha dor, aquela que senti quando notei que caminhava só, sem ti.
Penoso não é amar, é criar a convicção do amor em consenso “se eu te amo tu me amas, pensa em mim que eu penso em ti”... Porque acreditamos que mais a frente o nós, seria presente enquanto nos fazíamos ausentes? Sim...
Tenho culpa por não ter colocado a fé em nós dois, ter apenas dito de ditos e não mais que isso sem acreditar na própria idealização. Não bastava falar, era preciso acreditar... Meu subconsciente dedurou a minha falta de fé... Plantei os espinhos nessa cruz, que não passou de uma cruz.
Estou de volta, acreditando no meu recomeço...
E você... Fundo de um passado romântico que guardo e que vejo...
Obrigada por me ensinar a verdade intrínseca da “mentira”!