segunda-feira, 9 de maio de 2011

Continuando...






É como conhecer uma nova banda, um novo cantor, um novo som.
É fechar os olhos e escutar o nada e sentir a mente esvaziar.
É lembrar e esquecer numa proporção tão fugaz e tão meticulosa que até dá pra sentir o sabor que tem a vida.
É ficar no portão, embrulhado num cobertor, sentir o frio e ver a chuva cair nessas noites em que os pensamentos são as melhores das companhias.
É acordar e desejar todos os breves minutos que ainda estarão por vir.
É desacreditar, ter medo, receios e fingir que essas coisas são tão pouco prováveis quanto à coragem.
É tocar a si e sentir o fulgor da alma que feito criança cresce em graça, força e beleza, sem mágoas dos tombos, com seus desajeitos e ainda mais curiosa.
É poder chegar na madruga de uma festa e ter um amigo para não dizer nada, apenas rir.
É descobrir que um dia qualquer pode não ser “um qualquer dia”.
É sentir o coração regozijar numa paz, sem saber por quê.
O mundo girando em caos, a moda sensacionalismo entorpecendo as mentes e transformando o povo em zumbis, pessoas que metem e roubam os sonhos de quem vive deles, o amor e a cumplicidade perdendo numa queda de braço com o materialismo e a hipocrisia.

E tudo isso só pra dizer que sinto o peito feliz... Que o medo de me machucar me ajudou a encontrar uma forma melhor de viver e de sentir o mesmo peito feliz voltar a bater.






Fase: Continuando...



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